Fases biomecânicas da ejaculação [emissão e expulsão] e período refratário

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  Fases biomecânicas da ejaculação [emissão e expulsão] e período refratário


Fase de emissão e o ponto de inevitabilidade

A ejaculação do fluido seminal tem início no momento em que o controlo nervoso passa do sistema parassimpático para o sistema simpático.

Esta primeira fase biomecânica, denominada emissão, é ativada quando a estimulação erótica atinge um limiar crítico.

Durante esta etapa, as fibras simpáticas ordenam a contração coordenada das paredes musculares do epidídimo e dos canais deferentes, impulsionando os espermatozoides em direção à uretra.

Simultaneamente, as vesículas seminais e a próstata contraem a sua musculatura lisa para liberar as suas secreções ricas em frutose, enzimas e fluidos alcalinos, que constituem a maior parte do volume do sémen.

A acumulação progressiva destes fluidos na uretra prostática gera uma pressão interna que se traduz psicologicamente na sensação conhecida como ponto de inevitabilidade ejaculatória.

Neste preciso momento, a pessoa percebe que a cascata fisiológica se iniciou de forma irreversível, tornando impossível impedir voluntariamente a expulsão iminente do plasma seminal.

Mecânica da expulsão e reflexo espinhal

Uma vez acumulado o sémen na uretra, a dilatação deste canal desencadeia a segunda fase biomecânica, denominada expulsão.

Este estímulo físico ativa um reflexo espinhal que envia impulsos motores imediatos através do nervo pudendo.

Este circuito neurológico provoca uma série de contrações involuntárias, espasmódicas e rítmicas na musculatura estriada do pavimento pélvico, destacando-se a potente ação do músculo bulboesponjoso.

Estas contrações musculares bombeiam o plasma seminal, impulsionando-o com alta velocidade e pressão para o exterior.

Apesar de ser um evento mecânico distinto do prazer, a expulsão ocorre de forma síncrona com o clímax orgásmico cerebral.

Durante este clímax de prazer, o cérebro liberta grandes descargas de dopamina e endorfinas, libertando toda a tensão sexual acumulada.

Da mesma forma, a secreção prévia proveniente das glândulas bulbouretrais ajuda a lubrificar o canal, permitindo que a saída do sémen ocorra de forma totalmente fluida, eficaz, rítmica e ininterrupta.

A neurobiologia do período refratário absoluto

Após a ejaculação e o clímax, o organismo entra numa fase de recuperação denominada período refratário absoluto.

Neste intervalo, o sistema endócrino e central altera radicalmente o seu equilíbrio químico através da secreção maciça de prolactina e oxitocina, substâncias que bloqueiam temporariamente a ação neurotransmissora da dopamina.

A presença destas hormonas induz uma perda gradual da rigidez peniana e gera um profundo estado generalizado de saciedade e relaxamento somático.

Durante esta fase, cuja duração varia entre vários minutos e várias horas, dependendo da idade e do estado de cada indivíduo, o homem é biologicamente incapaz de responder a novos estímulos eróticos ou de alcançar uma nova ereção.

O conhecimento científico e pedagógico desta pausa fisiológica involuntária desmonta as falsas expectativas sobre o desempenho físico inesgotável e normaliza plenamente a resposta somática após a evacuação total do plasma seminal masculino no corpo humano.

Resumo

A ejaculação masculina inicia-se com a fase de emissão, sob controlo do sistema simpático, na qual os espermatozoides e as secreções glandulares se acumulam na uretra, atingindo uma pressão que produz a inevitável sensação de clímax iminente.

Posteriormente, a fase de expulsão é desencadeada por um reflexo espinhal que ativa contrações musculares pélvicas rítmicas através do nervo pudendo, expelindo mecanicamente o sémen de forma sincronizada com a intensa descarga orgásmica cerebral.

Por fim, o corpo entra no período refratário absoluto, em que a secreção de prolactina e oxitocina bloqueia a dopamina, impedindo temporariamente uma nova ereção e restabelecendo a saciedade somática e o repouso fisiológico masculino total.


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