Estudo de Caso 3: Intervenção em pessoas com TEA através de guiões sociais e algoritmos de
Contextualização clínica e diagnóstico pedagógico na neurodiversidade
A abordagem sexológica em jovens com Transtorno do Espectro do Autismo requer a compreensão das peculiaridades do processamento cognitivo, caracterizado pela literalidade e pelas dificuldades na teoria da mente.
No ambiente digital das aplicações de encontros, estas características podem resultar em comportamentos inadequados, como o envio de imagens genitais não solicitadas ou a exposição a situações de exploração económica na Internet.
Estas ações não resultam de impulsos perversos nem de intenções maliciosas, mas sim de uma interpretação rígida do objetivo declarado dessas plataformas.
A incapacidade de inferir os estados mentais alheios leva a assumir que a exposição anatómica direta representa um atalho lógico para o encontro erótico.
A resposta institucional proativa não deve basear-se na proibição punitiva do acesso tecnológico, mas sim numa alfabetização afetiva e sexual digital intensiva que substitua o isolamento por uma aprendizagem explícita da interação relacional na rede virtual moderna.
Conceção e implementação de algoritmos visuais e guiões sociais
O plano de intervenção pedagógica articula-se através da criação de roteiros sociais e diagramas de fluxo integrados nos dispositivos móveis dos utilizadores.
Este algoritmo visual delimita sequencialmente as fases obrigatórias do namoro digital, estabelecendo limites operacionais claros: iniciar a conversa explorando gostos comuns, respeitar o limite de mensagens sem resposta como sinal de desinteresse e manter uma proibição absoluta quanto ao envio de conteúdos íntimos ou transferências financeiras para perfis desconhecidos.
Além disso, a intervenção inclui uma formação específica na descodificação de sinais implícitos de consentimento e na identificação de indicadores de risco face à sextorsão.
Através de simulações de chat e da análise de casos hipotéticos, o jovem aprende a diferenciar a cortesia formal da aceitação explícita, compreendendo a reversibilidade do consentimento e o valor da privacidade na atual esfera virtual comunitária das redes sociais e das diferentes plataformas digitais existentes.
Resultados da intervenção e competência digital assertiva
A aplicação desta metodologia estruturada permite erradicar definitivamente os comportamentos intrusivos nas redes sociais, transformando a conduta do utilizador num modelo de comunicação assertivo e seguro.
Ao substituir a impulsividade mediada pela rigidez cognitiva por diretrizes lógicas de interação, neutraliza-se a vulnerabilidade face a possíveis fraudes e eliminam-se as violações da privacidade de terceiros.
O sucesso do algoritmo metodológico é evidenciado pela capacidade do jovem de marcar encontros presenciais em ambientes públicos seguros, aplicando de forma autónoma os limites e protocolos aprendidos.
Este caso demonstra que a psicoeducação sexológica adaptada à neurodiversidade não só previne crimes digitais e infeções sexualmente transmissíveis, como também garante o exercí
estudo de caso 3 intervencao em pessoas com tea atraves de guioes sociais e algoritmos de encontros