Vaginose bacteriana e disbiose

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  Vaginose bacteriana e disbiose


Mecanismos de desequilíbrio microbiano

A génese da disbiose urogenital baseia-se na ruptura do delicado equilíbrio microbiano que habita nas membranas mucosas.

Em condições biológicas ideais, as colónias de microrganismos benéficos mantêm um ambiente fortemente acidificado através da libertação sustentada de subprodutos metabólicos primários.

Esta barreira natural impede que os agentes oportunistas proliferem ou se fixem na superfície do epitélio.

No entanto, a diminuição drástica destas espécies protetoras altera drasticamente o potencial de hidrogénio local, elevando os níveis de alcalinidade no ecossistema tecidular.

Esta alteração ambiental favorece a rápida multiplicação de diversos bacilos anaeróbicos que habitualmente habitam em densidades mínimas e inofensivas.

Ao assumirem o controlo do habitat, estas populações bacterianas anómalas secretam enzimas proteolíticas destrutivas que degradam a camada mucosa protetora, facilitando a aderência maciça de biofilmes complexos.

Esta transformação celular desencadeia uma irritação tecidular persistente e uma alteração acentuada nos processos metabólicos normais da área urogenital afetada.

Fatores de risco associados ao comportamento

As perturbações na estabilidade da microbiota são frequentemente desencadeadas por diversas práticas e hábitos quotidianos que alteram a bioquímica tecidular.

O uso frequente de duchas vaginais não reguladas representa um dos fatores desencadeantes mais destrutivos, uma vez que a força mecânica do líquido remove fisicamente as bactérias protetoras, destruindo o microclima natural.

Da mesma forma, a aplicação constante de sabonetes perfumados, desodorizantes íntimos ou antissépticos agressivos altera o pH epitelial, privando o organismo das suas defesas fisiológicas.

Por outro lado, as alterações recorrentes na dinâmica da interação física, sem o uso de revestimentos protetores, expõem o canal mucoso a fluidos corporais alcalinos que desestabilizam o ambiente microbiano.

Além disso, o consumo indiscriminado de medicamentos antibacterianos de amplo espectro para tratar afeções não relacionadas provoca a eliminação colateral da flora benéfica.

A combinação destes fatores ambientais e comportamentais cria uma vulnerabilidade contínua que predispõe à colonização maciça de agentes patogénicos anaeróbicos.

Resumo

A quebra do equilíbrio


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