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Testes e diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis: quando e que testes fazer - doencas sexuais
É normal ter dúvidas sobre quando fazer exames relacionados com a saúde sexual. Muitas infeções não apresentam sintomas evidentes e, mesmo que não se sintam desconfortos, a deteção precoce permite um tratamento mais eficaz e evita a transmissão a outras pessoas. Aqui encontrarás informações claras sobre os momentos indicados para realizar exames, que tipos existem e como interpretar os resultados, para que possas tomar decisões informadas e seguras.
Fazer exames traz benefícios pessoais e comunitários. A nível individual, permite receber tratamento atempado, reduzir complicações a longo prazo e melhorar a paz de espírito. A nível público, ajuda a diminuir a propagação de infeções, protege os parceiros e as grávidas e facilita as intervenções de saúde pública. Além disso, muitas infeções são assintomáticas, pelo que basear-se apenas na ausência de sintomas não é suficiente.
Não existe uma resposta única; depende da situação pessoal e do tipo de exposição. No entanto, há momentos claros em que é recomendável fazer os testes com prioridade.
Fazer exames antes de ter relações sexuais sem proteção com uma nova pessoa é uma demonstração de responsabilidade e cuidado mútuo. Permite conversar abertamente sobre riscos e prevenção.
Certas populações devem submeter-se a exames periódicos: jovens sexualmente ativos, homens que têm relações sexuais com homens, pessoas com múltiplos parceiros, utilizadores de drogas injetáveis e grávidas. A periodicidade é definida pelo profissional de acordo com o risco.
Os exames variam consoante a infeção suspeita. A escolha depende do agente patogénico, dos sintomas e do tempo decorrido desde a possível exposição.
A janela é o período de tempo entre a exposição e o momento em que um teste consegue detetar a infeção. Conhecê-la evita falsos negativos e a falsa segurança após um teste precoce.
Um resultado positivo requer normalmente confirmação e, a partir daí, o início do tratamento e a notificação dos parceiros. Um resultado negativo durante o período de janela pode necessitar de repetição. Pergunte sempre ao profissional sobre a necessidade de um segundo teste e o prazo recomendado para a repetição do teste.
As consultas costumam ser breves e confidenciais. O profissional irá perguntar-lhe sobre o seu historial sexual, sintomas e riscos. Explicar-lhe-á quais os exames necessários, como são recolhidas as amostras e quando os resultados estarão prontos.
Se o resultado for positivo, siga as indicações médicas: complete o tratamento, abstenha-se de relações sexuais até que o profissional autorize e informe os parceiros recentes para que também façam o teste e recebam tratamento, se for o caso. Se for negativo e tiver havido exposição recente, repita o teste de acordo com o período de detecção indicado.
Para além dos exames, existem medidas preventivas eficazes: utilização correta e constante de preservativos, redução do número de parceiros, exames regulares e vacinação. As vacinas recomendadas incluem a do vírus do papiloma humano (VPH) e da hepatite B, que protegem contra infeções que podem ter consequências graves.
Se estiver preocupado com os custos ou com a confidencialidade, procure centros de saúde públicos, clínicas comunitárias ou serviços especializados que ofereçam testes confidenciais ou gratuitos. Também é importante contar com apoio emocional; receber um diagnóstico pode causar ansiedade e falar com um profissional de saúde ou um conselheiro ajuda a lidar com a situação.
Tomar a decisão de fazer os exames é um ato responsável para com a sua saúde e a das pessoas à sua volta. Se tiver dúvidas específicas sobre quais os exames de que necessita ou quando os deve realizar, consulte um profissional de saúde que o possa orientar de acordo com o seu caso específico.