O Consenso Científico I I [Indetetável Intransmissível]

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  O Consenso Científico I I [Indetetável Intransmissível]


Supressão da carga viral clínica

O princípio biológico «Indetetável é igual a Intransmissível» representa um dos avanços mais revolucionários na história da infectologia e da saúde pública moderna.

Este conceito estabelece que uma pessoa com o vírus da imunodeficiência humana que segue uma terapia antirretroviral adequada e consegue suprimir a presença do agente patogénico no sangue a níveis indetetáveis não pode transmitir o vírus através de relações íntimas.

Em termos clínicos, considera-se que uma carga viral é indetetável quando a concentração de cópias de ARN do vírus desce abaixo do limiar de deteção dos análises padrão, situando-se habitualmente abaixo de cinquenta cópias por mililitro de sangue.

Para atingir esta condição de segurança biológica, o doente deve manter uma adesão rigorosa ao tratamento farmacológico e apresentar valores indetetáveis de forma sustentada durante um período mínimo de seis meses.

Nestas condições de supressão profunda, o vírus carece de volume de replicação suficiente para estar presente em concentrações infecciosas nas secreções corporais, neutralizando de forma absoluta a cadeia de contágio.

Evidência científica do risco nulo

A solidez deste consenso biomédico não se baseia em especulações teóricas, mas sim numa vasta e rigorosa evidência acumulada ao longo de amplos estudos clínicos internacionais.

Estudos emblemáticos em grande escala avaliaram milhares de casais serodiscordantes em vários continentes ao longo de anos de acompanhamento contínuo.

Durante estes projetos científicos, foram registadas dezenas de milhares de interações íntimas sem proteção por meio de barreiras mecânicas, nas quais a parte portadora mantinha uma carga viral indetetável graças ao tratamento antirretroviral.

Os resultados revelaram, de forma consistente, zero transmissões filogeneticamente ligadas ao parceiro em tratamento.

A análise rigorosa destes dados confirmou que o risco de transmissão da pessoa com carga viral suprimida para o seu parceiro seronegativo é matematicamente nulo.

Este conjunto de evidências empíricas incontestáveis foi formalmente ratificado pelas principais organizações de saúde mundiais e sociedades científicas, transformando radicalmente a compreensão clínica da infeção e oferecendo uma certeza biológica absoluta a milh�


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