Comportamentos de evasão na relação de casal

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  Comportamentos de evasão na relação de casal


Recusa em notificar os contactos

O controlo epidemiológico das doenças transmissíveis depende fundamentalmente da honestidade e da transparência nas relações interpessoais.

No entanto, um obstáculo gigantesco na prevenção comunitária reside na recusa categórica de muitos doentes diagnosticados em informar os seus parceiros íntimos sobre as recentes exposições infecciosas.

Este silêncio perigoso não resulta, normalmente, de pura malícia, mas está profundamente enraizado num terror psicológico face à rejeição, ao abandono afetivo ou à destruição de laços familiares estáveis.

A vergonha que advém de admitir ter contraído uma doença íntima, somada aos sentimentos de culpa por ter exposto o outro, paralisa a capacidade de comunicação do indivíduo afetado.

Ao ocultar a verdade e fugir à responsabilidade moral de notificar a situação, o doente condena involuntariamente o seu parceiro a desenvolver a mesma doença de forma silenciosa.

Esta falta de notificação impede que os contactos de risco recebam avaliações médicas profiláticas ou diagnósticos precoces, perpetuando assim uma cadeia infinita de transmissão biológica circular que nunca conseguirá ser interrompida pelos profissionais de saúde.

Desconhecimento das próprias vulnerabilidades

A complementar esta ocultação intencional e prejudicial, deparamo-nos com outra dinâmica de evasão extremamente arriscada, impulsionada, nesta ocasião, pela pura ignorância e pelo desdém em relação aos perigos biológicos reais.

Um número alarmante de cidadãos mantém práticas físicas totalmente desprotegidas, escudando-se num falso sentimento de invulnerabilidade anatómica.

Este fenómeno decorre do desconhecimento absoluto sobre os mecanismos microscópicos de propagação celular e do enraizamento de mitos sociais que associam erroneamente as doenças infecciosas apenas a certos estratos socioeconómicos ou demográficos marginalizados.

Ao acreditarem firmemente que isso nunca lhes acontecerá, os indivíduos recusam-se a utilizar métodos profiláticos de barreira e ignoram qualquer aviso sanitário preventivo.

Esta desconexão com a realidade fisiológica faz com que não se submetam regularmente a exames de rastreio, permitindo que microrganismos altamente destrutivos colonizem as suas mucosas corporais sem encontrar qualquer resistência médica precoce.

Reconhecer as nossas próprias suscetibilidades biológicas é o primeiro passo imprescindível para adotar comportamentos maduros e responsáveis que protejam integralmente tanto a nossa saúde sistémica individual como a integridade celular das pessoas que nos rodeiam.

Resumo

Evitar informar os parceiros sobre poss�


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