Abandono do tratamento clínico
Interrupção devido à remissão dos sintomas
O sucesso de qualquer intervenção terapêutica reside na constância e na disciplina com que o doente segue as orientações médicas prescritas.
No entanto, um dos maiores fracassos nas abordagens clínicas atuais deve-se à desistência prematura da medicação, motivada pelo desaparecimento precoce dos sintomas orgânicos.
Frequentemente, ao iniciar um ciclo de medicação potente, os indivíduos experimentam um alívio quase imediato das dores físicas agudas, da inflamação tecidular ou das anomalias nas suas secreções corporais.
Ao deixar de perceber estes sinais de alarme, o cérebro humano interpreta erroneamente esta melhoria superficial como uma cura celular absoluta.
Sob esta perigosa ilusão de bem-estar restabelecido, inúmeros doentes decidem, de forma unilateral e arbitrária, suspender a toma das doses restantes.
Esta interrupção irresponsável do tratamento impede que os compostos químicos consigam erradicar completamente a carga biológica subjacente.
Os microrganismos invasores que conseguem sobreviver a este ataque parcial reorganizam-se, multiplicando-se novamente com maior agressividade e desenvolvendo uma perigosa memória adaptativa que os tornará invulneráveis perante os mesmos medicamentos no futuro, complicando enormemente qualquer cura posterior.
Intolerância às reações farmacológicas
Paralelamente à falsa perceção de cura, existe outro fator determinante que leva os doentes a abandonar os seus esquemas terapêuticos: a profunda intolerância fisiológica face às reações adversas dos medicamentos.
Muitas terapias de erradicação microbiana requerem a utilização de compostos químicos altamente agressivos que, embora sejam letais para o agente patogénico, também se revelam tóxicos para as células saudáveis do hospedeiro.
O consumo destas fórmulas potentes desencadeia frequentemente um conjunto de efeitos secundários verdadeiramente incapacitantes.
Os doentes relatam episódios constantes de náuseas graves, vómitos incontroláveis, vertigens prolongadas, fadiga extrema ou erupções cutâneas dolorosas que deterioram drasticamente a sua qualidade de vida quotidiana.
Perante este cenário, em que o mal-estar causado pelo próprio medicamento ultrapassa largamente o desconforto original da doença, o indivíduo toma a decisão desesperada de interromper o tratamento para recuperar a sua estabilidade orgânica imediata.
Esta falta de adesão devido à intolerância exige que os especialistas de saúde realizem um acompanhamento clínico muito mais próximo, ajustando as posologias ou prescrevendo protetores gástricos que atenuem o sofrimento, garantindo assim que o doente consiga completar a cura sem sofrer efeitos colaterais insuportáv
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