Transcrição Obstáculos comuns à ação (necessidade de segurança, controlo, paralisia diante do erro)
Os inimigos internos da ação
Embora elaborar um plano de ação seja um passo crucial, a implementação do nosso projeto de vida ou de qualquer objetivo significativo muitas vezes esbarra em inimigos internos que podem atrapalhar ou até mesmo paralisar completamente o nosso progresso.
Esses obstáculos geralmente não são externos, mas resistências psicológicas profundamente enraizadas na natureza humana.
Reconhecer e compreender esses freios internos é o primeiro passo para poder gerenciá-los e evitar que eles atrapalhem nossos esforços para alcançar os objetivos desejados.
Três dos mais comuns e poderosos são a necessidade de segurança, a necessidade de controlo e a paralisia diante do erro.
A necessidade de segurança: medo da mudança
Um dos obstáculos mais frequentes é a necessidade de segurança. É natural que as pessoas tenham medo das mudanças.
O que conhecemos, mesmo que não seja ideal, proporciona-nos uma sensação de estabilidade e previsibilidade.
Por esta razão, muitas vezes caímos na armadilha de precisar sentir que estamos cem por cento preparados antes de dar um único passo em direção a algo novo ou desconhecido.
Adiamos o início, esperando o momento perfeito, a formação completa, a garantia absoluta de que tudo correrá bem.
No entanto, devemos superar essa paralisia, pois nunca estaremos totalmente prontos para nada que implique um verdadeiro crescimento ou mudança.
A chave é começar com o que temos no momento presente, aceitando o desconforto inicial e aprendendo à medida que avançamos. Esperar pela segurança total é, na prática, renunciar ao avanço.
A necessidade de controlo: aversão ao risco
Outro inimigo poderoso é a necessidade de controlo. Os seres humanos, em geral, não gostam de assumir riscos.
Preferimos ter a certeza de que podemos controlar todas as variáveis e prever todos os resultados possíveis.
Essa aversão ao risco leva muitas pessoas a paralisar o seu progresso enquanto esperam encontrar um plano sem riscos, uma estratégia infalível que garanta o sucesso sem possibilidade de contratempos. Mas isso não existe.
Nunca teremos controlo absoluto sobre a situação ou sobre o futuro. Sempre haverá fatores imprevistos e incertezas.
Compreender e aceitar essa falta de controlo total é fundamental para poder avançar.
Querer controlar tudo é uma ilusão que nos impede de agir num mundo inerentemente incerto.
Paralisia diante do erro: medo do fracasso
Por fim, a paralisia diante do erro é um obstáculo significativo. Pode acontecer que a pessoa cometa um erro durante o processo e, de repente, acredite que é o fim do mundo, ou pelo menos, o fim do projeto.
O erro é percebido não como um contratempo, mas como uma prova definitiva de incapacidade ou como um dano irreparável.
É crucial interiorizar que os erros acontecem sempre; são uma parte inevitável de qualquer processo de aprendizagem e crescimento.
Deve ficar muito claro o mais cedo possível que cometer erros não só é normal, mas necessário, para não criar falsas expectativas de um caminho perfeito.
Na verdade, são precisamente os erros que impulsionam as mudanças mais significativas e favorecem a aprendizagem profunda, obrigando-nos a reavaliar, ajustar e encontrar novas soluções.
Ver o erro como um mestre, e não como um carrasco, é essencial para manter a ação.
Resumo
A implementação do plano de ação frequentemente encontra inimigos internos que podem paralisar o progresso. Esses obstáculos são resistências psicológicas, como a necessidade de segurança.
A necessidade de segurança leva-nos a adiar o início, esperando estar cem por cento preparados, o que é impossível para o crescimento. A necessidade de controlo (aversão ao risco) paralisa-nos, esperando um plano sem riscos ou uma certeza absoluta, o que não existe.
A paralisia diante do erro é um obstáculo significativo, onde a falha é percebida como um dano irreparável. É crucial internalizar que os erros são uma parte inevitável e necessária de qualquer processo de aprendizagem e crescimento.
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