Transcrição Influências psicológicas III: a abordagem humanista e a autonomia
Uma Perspectiva Centrada no Potencial Humano
Dentro do leque de influências psicológicas que alimentam o coaching, a abordagem humanista ocupa um lugar de destaque.
Esta corrente oferece uma visão particular do ser humano, enfatizando a sua singularidade, o seu potencial inerente para o crescimento e a sua capacidade de autodeterminação.
Ao contrário de outras escolas que podem enfatizar mais o peso do passado ou os condicionamentos externos, a psicologia humanista destaca a capacidade ativa do indivíduo de moldar a sua própria vida.
Cada pessoa é vista como única e diferente, e o foco é colocado em como cada indivíduo pode melhorar e crescer pessoalmente.
Libertação do passado e escolha consciente
Uma premissa fundamental da abordagem humanista é a percepção de que a pessoa é capaz de se desligar do seu passado e da noção de um destino predeterminado.
Postula-se que os seres humanos têm a capacidade intrínseca de escolher com absoluta consciência os seus atos no momento presente em que se encontram.
Essa capacidade de escolha, presente praticamente desde o nascimento, confere-nos a responsabilidade sobre o nosso próprio futuro.
Não somos meros produtos passivos das nossas circunstâncias anteriores, mas agentes ativos com a liberdade de nos redefinirmos e tomarmos novos rumos a qualquer momento.
A autonomia como essência do coaching
As teorias humanistas defendem firmemente que o ser humano é capaz de alcançar os objetivos que se propõe. Para isso, a chave reside no facto de ele tomar as suas próprias decisões.
Esta crença na capacidade do indivíduo de se autodirigir para os seus objetivos constitui a essência central do coaching.
O coaching opera sob a premissa fundamental de que o coachee possui os recursos internos necessários e a capacidade de determinar o seu próprio caminho.
O ser humano é reconhecido como um ser intencional, com propósitos e objetivos que o impulsionam à ação, alinhando-se perfeitamente com o enfoque do coaching na definição e consecução de objetivos.
Implicações para a prática do coaching
Esta perspetiva humanista tem implicações diretas na relação coach-coachee e na metodologia do coaching.
O coach, a partir dessa abordagem, vê o cliente como um indivíduo completo, criativo e cheio de recursos, capaz de encontrar as suas próprias soluções.
O processo não procura «consertar» o cliente nem dizer-lhe o que fazer, mas facilitar a sua autodescoberta e potenciar a sua capacidade inata de tomar decisões autónomas e responsáveis.
É incentivada a autoexploração, a tomada de consciência e a assunção de responsabilidade pelas próprias escolhas e ações.
O objetivo final é que o coachee se aproprie do seu processo e se torne o principal agente da sua própria transformação e realização de objetivos.
Resumo
A abordagem humanista enfatiza a singularidade do ser humano, o seu potencial inerente para o crescimento e a autodeterminação. A pessoa é vista como um agente ativo da sua vida.
Uma premissa fundamental é que a pessoa é capaz de se desligar do seu passado e do seu destino predeterminado. Temos a capacidade de escolher conscientemente os nossos atos no presente, assumindo a responsabilidade.
As teorias humanistas acreditam que o ser humano é capaz de alcançar os seus objetivos tomando as suas próprias decisões. Esta crença na autonomia constitui a essência central da prática do coaching.
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