Transcrição Formação de Equipas e Funções
Critérios para formar grupos heterogéneos e eficazes
A aprendizagem cooperativa é o motor do PBL, e a formação das equipas de trabalho não deve ser deixada ao acaso ou à simples afinidade amigável dos alunos.
Para garantir o desenvolvimento de competências sociais e um desempenho ideal, sugere-se a formação de grupos heterogéneos.
Isso implica misturar alunos com diferentes níveis de desempenho académico, diferentes habilidades (uns mais analíticos, outros mais criativos) e diversos perfis de personalidade.
A diversidade enriquece a solução final e simula os ambientes de trabalho reais, onde é necessário colaborar com pessoas muito diferentes.
Uma estratégia eficaz para agrupá-los pode basear-se em interesses comuns previamente identificados (por exemplo, agrupar aqueles que demonstraram interesse em tecnologia, arte ou ecologia) ou através de dinâmicas aleatórias controladas pelo professor.
O tamanho ideal geralmente varia entre três e cinco membros; grupos maiores facilitam a dispersão e a «preguiça social», enquanto grupos menores podem carecer da diversidade necessária para abordar a complexidade do projeto.
Atribuição de funções e responsabilidades individuais
Para evitar o caos organizacional e garantir que todos os membros da equipa contribuam de forma equitativa, é fundamental definir e atribuir funções específicas.
Não se trata de títulos honoríficos, mas de responsabilidades operacionais claras que garantam o funcionamento do mecanismo do grupo.
Exemplos de funções podem ser: o coordenador (gerencia os horários e turnos), o secretário (registra os acordos), o pesquisador (lidera a busca por fontes) ou o porta-voz (comunica os avanços).
Essas funções podem ser rotativas para que todos os alunos experimentem diferentes tipos de liderança e responsabilidade.
É crucial que cada aluno compreenda o que se espera dele dentro da sua função, pois isso promove a interdependência positiva: o sucesso da equipa depende de cada indivíduo cumprir a sua parte.
O professor deve supervisionar o cumprimento desta estrutura, intervindo para mediar se um aluno tentar monopolizar todas as funções ou se outro se eximir das suas obrigações.
Resumo
A aprendizagem cooperativa requer a formação de grupos heterogéneos que misturem diferentes níveis académicos, habilidades e personalidades. A diversidade enriquece a solução final e simula ambientes de trabalho reais.
É fundamental atribuir funções específicas, como coordenador, secretário ou porta-voz, para garantir que todos contribuam de forma equitativa. Esses títulos conferem responsabilidades operacionais claras que garantem o funcionamento do grupo.
O professor deve supervisionar o respeito a essa estrutura, intervindo apenas para mediar conflitos. O sucesso da equipa depende da interdependência positiva e do compromisso individual.
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