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Materiais e a Tríade Diagnóstica

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Materiais e a Tríade Diagnóstica


Especificações técnicas dos materiais

A padronização na avaliação psicológica chega ao nível dos materiais utilizados.

Para testes gráficos e de lápis e papel, é exigido o uso de folhas brancas de tamanho carta (ou A4, de acordo com o padrão do teste), limpas e sem riscas.

É contraindicado ética e tecnicamente o uso de papel reciclado; o conteúdo do verso pode ficar transparente, distraindo o paciente ou alterando a percepção da relação figura-fundo.

Os lápis devem ser de grafite padrão (tipo Nº 2 ou HB); lápis muito duros não marcam bem e lápis muito macios mancham, o que dificulta a interpretação da pressão do traço e a «limpeza» do protocolo, fatores-chave na interpretação projetiva.

As borrachas devem ser de borracha branca macia para evitar manchar ou rasgar a folha.

O conceito da tríade diagnóstica

Na prática clínica, nunca se deve emitir um diagnóstico com base em um único teste.

Recomenda-se o uso de uma "bateria de testes" organizada sob o princípio da Tríade Diagnóstica.

Isso implica selecionar pelo menos três tipos de instrumentos que avaliem diferentes dimensões da psique para cruzar informações:

Testes Projetivos: (por exemplo, Desenho da Figura Humana, HTP) Para explorar a dinâmica da personalidade, conflitos inconscientes e autoimagem.

Testes Psicométricos: (Ex. MMPI, Millon) Para obter medidas objetivas e comparáveis de traços de personalidade ou patologias.

Testes de inteligência ou neuropsicológicos: (por exemplo, Bender, Raven) Para avaliar o funcionamento cognitivo, a organicidade e os recursos intelectuais.

Justificação da bateria

A aplicação desta tríade permite verificar hipóteses. Se um indicador de agressividade aparece num teste projetivo, procura-se o seu correlato no teste psicométrico e descarta-se que seja produto de uma desinibição orgânica através do teste neuropsicológico.

Esta triangulação de dados oferece um diagnóstico robusto e cientificamente defensável, evitando rótulos precipitados baseados num único resultado isolado.

A seleção dos testes deve sempre responder ao motivo da consulta e às características específicas do paciente (idade, nível educacional, limitações físicas).

Resumo

A padronização técnica exige o uso de materiais específicos, como folhas brancas sem linhas e lápis de grafite média, evitando papel reciclado que altera a percepção visual.

Para emitir um diagnóstico clínico preciso, nunca se deve usar um único teste, mas aplicar uma bateria de instrumentos organizada sob o princípio metodológico da Tríade Diagnóstica.

Esta tríade integra testes projetivos, psicométricos e de inteligência para cruzar informações, verificar hipóteses e descartar organicidade, oferecendo um diagnóstico robusto e cientificamente defensável perante o paciente.


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