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Familiaridade e bloqueios mentais

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Transcrição Familiaridade e bloqueios mentais


Aumento da preferência derivado da visualização constante

A mente humana abriga um viés protetor que a leva a desenvolver uma afinidade automática com os estímulos que lhe são familiares, rejeitando instintivamente o que lhe é estranho.

Essa tendência, catalogada como o princípio da mera exposição, estabelece que a visibilidade repetitiva de um identificador corporativo gera um aumento direto nos níveis de confiança do mercado.

Quando uma empresa investe no patrocínio de eventos, exibe o seu logótipo em espaços de alto tráfego e mantém um fluxo contínuo de mensagens em várias redes, não busca necessariamente uma venda imediata; o seu objetivo principal é colonizar o subconsciente coletivo.

Ao familiarizar-se com a estética e o nome da organização, o comprador diminui as suas barreiras analíticas.

Quando chega o momento de resolver uma necessidade real, o cérebro seleciona sem hesitar a alternativa previamente processada, assumindo erroneamente que a familiaridade visual é sinónimo indiscutível de qualidade superior e prestígio garantido.

Predominância da última informação adquirida

O encerramento de qualquer interação comercial exerce uma influência determinante sobre a memória global que o cliente preservará no futuro.

O cérebro prioriza os últimos dados assimilados para configurar a sensação definitiva da experiência, um fenómeno que obriga as marcas a conceber conclusões impecáveis.

Concluir um processo de compra com um agradecimento personalizado, um resumo claro das conquistas obtidas ou a apresentação visual de uma tarefa completamente concluída satisfaz o desejo neurológico de ordem e conclusão.

Se uma plataforma abandona o utilizador abruptamente após o pagamento, sem emitir um ecrã de confirmação claro, gera uma dissonância incómoda que mancha toda a eficiência anterior.

Conceder um encerramento mental harmonioso, por meio de indicadores de progresso que atingem seu nível máximo, consolida a satisfação afetiva.

Esta última impressão positiva será a âncora emocional que determinará a probabilidade de o indivíduo regressar para efetuar novas aquisições no futuro.

Resumo

A exposição repetida a um emblema corporativo gera uma poderosa afinidade subconsciente progressiva e constante. As pessoas preferem instintivamente os estímulos que reconhecem com facilidade, conferindo maior credibilidade às marcas que visualizam de forma muito constante.

Manter uma presença sustentada em múltiplas plataformas reduz sempre o atrito inicial da compra. O cérebro assimila essa familiaridade como uma garantia de segurança, inclinando a balança transacional para as opções previamente processadas e já assimiladas.

Concluir uma interação com informações contundentes garante que o último impacto seja agradavelmente memorável. Promover a percepção de ciclos fechados proporciona tranquilidade psicológica, motivando o utilizador a retornar para experimentar novamente essa gratificante sensação de completude.


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