Resolução de Conflitos e Técnicas de Decisão

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  Resolução de Conflitos e Técnicas de Decisão


Origem dos conflitos e abordagens para a sua gestão: colaboração, força, concessão

Os desacordos internos surgem habitualmente devido à competição natural pelos recursos, às diferenças profundas nas perceções éticas ou às falhas recorrentes nos canais de comunicação.

Para neutralizar estas barreiras, os gestores dispõem de um leque estratégico de técnicas de gestão.

A tática da colaboração representa o método mais construtivo, uma vez que procura integrar múltiplas perspetivas divergentes para conceber uma solução consensual que resolva o problema na sua raiz.

Em situações de extrema urgência, o diretor pode optar por utilizar a força, impondo a sua autoridade hierárquica para ditar uma saída rápida, embora isto costume gerar descontentamento.

Outra abordagem válida consiste em conciliar e procurar compromissos, em que todas as partes cedem parcialmente às suas exigências para alcançar um grau mútuo de satisfação.

Além disso, a técnica de suavização permite acalmar os ânimos, focando-se exclusivamente nas áreas de acordo, enquanto a evasão ou retirada tática resulta útil quando é necessário adiar o conflito para recolher mais informação técnica vital.

Técnicas de tomada de decisão: unanimidade, maioria, pluralidade e ditatorial

O processo para escolher o rumo de ação correto perante diferentes alternativas pode ser estruturado através de diversas modalidades participativas.

A regra da unanimidade exige um consenso absoluto, garantindo que todos os envolvidos apoiem plenamente a decisão final.

Embora assegure um compromisso inabalável, costuma consumir quantidades exorbitantes de tempo em debates extensos.

Em alternativa, o princípio da maioria estabelece que a decisão será acatada se mais de metade do grupo votar a favor de uma proposta específica, agilizando consideravelmente os trâmites.

Quando existem múltiplas opções e nenhuma atinge o limiar de cinquenta por cento, pode aplicar-se o critério da pluralidade, atribuindo a vitória ao bloco mais numeroso, independentemente da sua percentagem total.

Por fim, o modelo ditatorial confere o poder de decisão a uma única pessoa, permitindo uma velocidade de reação inigualável em tempos de crise.

No entanto, este método autocrático acarreta o imenso perigo de alienar gravemente os restantes participantes, caso estes não partilhem a visão imposta unilateralmente pela alta direção da empresa em todos os momentos críticos de operação.

Resumo

As discrepâncias internas são inevitáveis quando convergem diferentes profissionais a trabalhar sob pressões extremas. Dispor de um vasto repertório tático permite desescalar rapidamente estes bloqueios, transformando as crises destrutivas em verdadeiras oportunidades de melhoria absolutamente contínua.

Promover a colaboração sincera requer investir tempo valioso para alcançar compromissos equitativos e aceitáveis. No entanto, ceder posições de forma inteligente ou impor soluções drásticas pode salvar execuções urgentes quando os prazos de entrega são totalmente inegociáveis.

Escolher metodologias adequadas para resolver dilemas define a agilidade de todo o grupo operacional. Equilibrar sabiamente a participação democrática com a autoridade decisória garante avanços sólidos, protegendo paralelamente o bem-estar emocional de todo o pessoal envolvido.


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