LOGIN

REGISTO
Buscador

Reenquadramento

Selecionar língua :

Você deve permitir os cookies do Vimeo para poder visualizar o vídeo.

Desbloqueie o curso completo e obtenha sua certificação!

Você está vendo o conteúdo gratuito. Desbloqueie o curso completo para obter seu certificado, exames e material para download.

*Ao comprar o curso, você ganha dois cursos à sua escolha*

*Veja a melhor oferta da web*

Transcrição Reenquadramento


Mudança da etiqueta do problema

O reenquadramento ou reframing é uma técnica cognitiva e sistémica essencial que consiste em modificar a interpretação que o casal faz de um comportamento ou situação. Os factos não mudam, mas sim o significado que lhes é atribuído.

Os casais costumam chegar à terapia com enquadramentos rígidos e negativos: «Ele é passivo e não se importa com nada» ou «Ela é histérica e controladora».

O terapeuta desafia esses rótulos, oferecendo uma leitura alternativa, plausível e menos patologizante.

Por exemplo, se alguém se queixa de que o seu parceiro «grita o tempo todo», o terapeuta pode reenquadrar isso sugerindo que «existe um desejo intenso e desesperado de ser ouvido e de se conectar».

Ao mudar o rótulo de "agressão" para "busca de conexão", a resposta emocional do receptor pode mudar de defesa para empatia. O comportamento problemático não é negado, mas muda-se a lente com que ele é julgado.

Atribuição de intenções positivas

Uma variante poderosa do reenquadramento é a busca pela intenção positiva subjacente.

Em sistemas disfuncionais, os comportamentos negativos muitas vezes nascem de tentativas fracassadas de proteger o relacionamento ou a si mesmo. O terapeuta procura ativamente a motivação nobre por trás do ato desajeitado.

Se um membro trabalha até tarde e o outro se sente abandonado, o reenquadramento poderia ser: «Talvez essa dedicação ao trabalho não seja uma rejeição a si, mas uma forma de ele/ela sentir que está a cuidar e a proporcionar segurança à família».

Isso não justifica a ausência, mas transforma o «ausente egoísta» num «provedor preocupado».

Essa mudança de perspectiva reduz a hostilidade e permite que o casal negocie a partir de um lugar de reconhecimento mútuo, em vez de acusação.

Normalização e despatologização do conflito

O reenquadramento também é usado para normalizar crises que o casal vive como catastróficas.

Muitas vezes, os conflitos surgem de transições vitais naturais (nascimento de um filho, reforma) que desestabilizam o sistema.

Se o casal interpreta esse stress como «o nosso amor acabou», o terapeuta reenquadra a situação como uma «crise de crescimento» ou uma «adaptação necessária a uma nova etapa». Ao despatologizar o conflito, reduz-se a ansiedade e a sensação de fracasso.

Transmite-se a mensagem de que a sua luta não é um sintoma de um relacionamento terminal, mas o esforço de um sistema vivo para encontrar um novo equilíbrio.

Isso devolve a esperança e a agência ao casal, permitindo-lhes ver as suas dificuldades como desafios superáveis, em vez de sentenças de morte relacionais.

Resumo

O reenquadramento modifica a interpretação negativa dos comportamentos sem alterar os factos objetivos. Desafia rótulos rígidos, oferecendo leituras alternativas plausíveis e muito menos patologizantes para ambos os membros do sistema.

Procura a intenção positiva subjacente a atos desajeitados ou prejudiciais realizados pelo casal. Transforma a perceção de agressão em busca de conexão, facilitando a empatia e a negociação mútua.

Normaliza crises vitais naturais, despatologizando o conflito como uma crise necessária de crescimento. Devolve a esperança ao sistema, permitindo ver as dificuldades como desafios superáveis, em vez de sentenças definitivas.


reenquadramento

Publicações Recentes de formacao terapia casal

Existem erros ou melhorias?

Onde está o erro?

Qual é o erro?

Buscar