LOGIN

REGISTO
Buscador

Psicodrama I: Espelho e Duplo

Selecionar língua :

Você deve permitir os cookies do Vimeo para poder visualizar o vídeo.

Desbloqueie o curso completo e obtenha sua certificação!

Você está vendo o conteúdo gratuito. Desbloqueie o curso completo para obter seu certificado, exames e material para download.

*Ao comprar o curso, você ganha dois cursos à sua escolha*

*Veja a melhor oferta da web*

Transcrição Psicodrama I: Espelho e Duplo


Técnica do Espelho para feedback visual não verbal

A técnica do Espelho no psicodrama tem como função devolver ao protagonista uma imagem objetiva do seu comportamento, tal como é percebido pelos outros.

Na terapia de casal, onde muitas vezes há uma desconexão entre o que um acredita transmitir e o que o outro recebe, essa ferramenta é reveladora.

Um «eu auxiliar» (que pode ser o terapeuta ou mesmo o parceiro sob orientação) imita com precisão a postura, os gestos e a expressão facial do paciente, como um reflexo mudo.

Se um paciente diz «Estou sempre aberto a ouvir», mas o diz com os braços cruzados e o cenho franzido, o «espelho» replica essa postura fechada.

Ao ver-se refletido de fora, o paciente confronta a discrepância entre a sua autoimagem e o seu comportamento real.

Isso gera um choque de reconhecimento que costuma ser mais eficaz do que qualquer explicação verbal, permitindo ajustar a comunicação não verbal para que seja congruente com a mensagem desejada.

O Duplo como voz do não expresso

O Duplo é uma técnica em que o terapeuta (ou um auxiliar) se coloca atrás ou ao lado do paciente, adotando a mesma postura física, e verbaliza os pensamentos, emoções ou verdades que o paciente está a sentir, mas não ousa ou não sabe como expressar.

O Duplo atua como uma extensão do «eu» do paciente, dando voz ao que está subjacente e inconsciente.

Por exemplo, se uma mulher fica calada e tensa diante de uma crítica do marido, o terapeuta-duplo poderia dizer baixinho: "Sinto-me muito pequena e assustada quando você fala comigo nesse tom, e tudo o que quero é desaparecer".

O paciente tem o poder de aceitar («Sim, é exatamente isso») ou corrigir («Não, não é medo, é raiva») a intervenção do Duplo.

Esta técnica valida a experiência interna, fornece um modelo de expressão emocional e traz à luz material oculto que é vital para a resolução do conflito.

Escultura familiar ou de casal

A Escultura é uma técnica de ação que permite representar espacial e simbolicamente as relações.

Pede-se a um membro do casal que «esculpa» a sua visão da relação, colocando o outro (e a si mesmo) numa postura e localização específicas na sala, sem usar palavras, como se fossem estátuas de barro.

Se alguém sentir que a relação é distante e fria, pode colocar o seu parceiro no extremo oposto da sala, de costas para ele.

Se se sentir sufocado, pode colocá-la em cima, tapando-lhe os olhos. Uma vez criada a escultura estática, explora-se como cada um se sente nessa posição física.

Esta representação visual e somática elude as defesas intelectuais e mostra de forma inegável a dinâmica de poder, proximidade e dor que opera no sistema, servindo como ponto de partida para esculpir depois a «imagem ideal» ou desejada.

Resumo

A técnica do espelho devolve uma imagem objetiva do comportamento percebido pelos outros. Confrontar discrepâncias entre a autoimagem e o comportamento real permite ajustar a comunicação não verbal de forma congruente.

O duplo verbaliza pensamentos ou emoções que o paciente não sabe expressar. Ele atua como uma extensão do eu, dando voz ao inconsciente, validando experiências internas e fornecendo modelos de expressão.

A escultura representa espacial e simbolicamente as relações sem usar palavras. Mostra inegavelmente dinâmicas de poder e dor, servindo como ponto de partida para construir a imagem ideal desejada.


psicodrama i espelho e duplo

Publicações Recentes de formacao terapia casal

Existem erros ou melhorias?

Onde está o erro?

Qual é o erro?

Buscar