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O Orgasmo e a Resolução

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Transcrição O Orgasmo e a Resolução


Fisiologia do clímax: contrações e liberação

O orgasmo é a fase mais breve e intensa do ciclo, caracterizada pela liberação explosiva da tensão neuromuscular e vasocongestiva acumulada.

Fisiologicamente, consiste numa série de contrações musculares rítmicas e involuntárias em intervalos de aproximadamente 0,8 segundos.

Nas mulheres, essas contrações ocorrem na plataforma orgástica vaginal, no útero e no esfíncter anal. Nos homens, elas ocorrem na uretra, na próstata e nos músculos da base do pênis.

Subjetivamente, experimenta-se uma suspensão temporária da consciência e uma intensa sensação de prazer focada na região pélvica que se irradia para o resto do corpo.

É vital normalizar que a intensidade e a duração do orgasmo variam enormemente entre pessoas e situações; não existe um «padrão de ouro» de 15 segundos que deva ser cumprido para que a experiência seja válida.

Mecânica da ejaculação e diferenças anatómicas

Nos homens, o orgasmo geralmente coincide com a ejaculação, embora sejam processos fisiológicos distintos.

A ejaculação ocorre em duas etapas: primeiro, a emissão, em que o fluido seminal se acumula na uretra prostática (gerando a sensação de inevitabilidade ejaculatória), e segundo, a expulsão propriamente dita.

Um detalhe anatómico crítico é o fechamento do esfíncter vesical interno durante esse processo; isso impede que o sémen entre na bexiga (ejaculação retrógrada) e, crucialmente, garante que a urina não se misture com o sémen, desmentindo mitos comuns sobre a higiene durante o coito.

Nas mulheres, a capacidade orgásmica é potencialmente multiorgásmica; fisiologicamente, elas podem retornar rapidamente ao nível de excitação do platô e experimentar picos sucessivos se a estimulação continuar, ao contrário do padrão refratário masculino típico.

Período refratário e retorno à calma (Resolução)

Após o clímax, o corpo entra na fase de resolução, retornando gradualmente ao seu estado basal pré-excitação.

O sangue abandona os tecidos genitais, a frequência cardíaca diminui e surge uma sensação geral de relaxamento e bem-estar, mediada por hormonas como a oxitocina e a prolactina.

Pode aparecer uma fina camada de suor no corpo como reação ao esforço físico.

Uma diferença biológica fundamental é o período refratário nos homens: um intervalo de tempo pós-ejaculatório durante o qual é fisiologicamente impossível conseguir uma nova ereção ou um novo orgasmo, independentemente da estimulação. Este período varia com a idade e a saúde, desde minutos até horas.

As mulheres, por não terem esse período refr


o orgasmo e a resolucao

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