LOGIN

REGISTO
Buscador

Fases do luto

Selecionar língua :

Você deve permitir os cookies do Vimeo para poder visualizar o vídeo.

Desbloqueie o curso completo e obtenha sua certificação!

Você está vendo o conteúdo gratuito. Desbloqueie o curso completo para obter seu certificado, exames e material para download.

*Ao comprar o curso, você ganha dois cursos à sua escolha*

*Veja a melhor oferta da web*

Transcrição Fases do luto


Negação, raiva e negociação diante da notícia

O modelo de Kübler-Ross descreve o processo emocional diante da morte iminente ou de uma grande perda.

A primeira fase é a Negação e Choque: um mecanismo de defesa temporário em que a pessoa (ou o seu parceiro) se recusa a aceitar a realidade do diagnóstico ("deve ser um erro do laboratório", "não sou eu").

Isso amortece o impacto inicial, mas deve dar lugar à realidade. Quando a negação cai, surge a raiva ou ira.

O paciente se pergunta "Por que eu?" e pode projetar hostilidade em relação aos médicos, à família, ao parceiro ou a Deus. É vital que o entorno não leve esses ataques para o lado pessoal.

Posteriormente, surge a Negociação: uma tentativa de adiar o inevitável por meio de "acordos" com uma força superior ou mudanças de comportamento ("se eu me comportar bem/parar de fumar, viverei até o casamento do meu filho"). É uma tentativa de recuperar o controle sobre uma situação incontrolável.

Depressão e aceitação final

Quando a doença progride e a negociação falha, chega a Depressão. Não é uma patologia clínica, mas uma resposta adequada à grande perda que se aproxima.

O paciente começa a despedir-se, a lamentar o que deixará para trás e a preparar-se para a separação. É um luto antecipado.

Tentar "animar" artificialmente o paciente nesta fase é contraproducente; ele precisa de espaço para a sua tristeza.

Finalmente, se houver tempo suficiente, pode-se alcançar a aceitação. Não é felicidade, mas uma paz desprovida de sentimentos intensos. O paciente deixa de lutar e aceita a sua finitude.

Nesta fase, o círculo de interesse reduz-se, a necessidade de falar diminui e a companhia silenciosa torna-se a linguagem do amor.

Para o cônjuge sobrevivente, alcançar a sua própria aceitação do desfecho é fundamental para permitir que o outro parta em paz.

Comunicação e acompanhamento terapêutico

O papel do terapeuta não é «consertar» a morte, mas acompanhar na verdade. Uma das tarefas mais difíceis é a comunicação com as crianças.

Os adultos muitas vezes tentam «protegê-los» com eufemismos («o avô adormeceu»), o que gera confusão e medos noturnos.

Deve-se falar com honestidade adaptada à idade, explicando que o corpo deixou de funcionar e que a morte é irreversível, mas não um abandono voluntário. Com o paciente terminal, a terapia centra-se na escuta ativa e na validação.

Muitas vezes, eles precisam falar sobre seus medos, rever sua vida, encerrar assuntos pendentes ou simplesmente ser reconhecidos como pessoas vivas até o último momento, não como cadáver


fases do luto

Publicações Recentes de formacao terapia casal

Existem erros ou melhorias?

Onde está o erro?

Qual é o erro?

Buscar