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Enquadramento e Contratação

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Transcrição Enquadramento e Contratação


Estabelecimento das regras do jogo

A «contratação» ou estabelecimento do contrato terapêutico é a base administrativa e ética sobre a qual se constrói a terapia.

Antes de aprofundar os problemas emocionais, é vital esclarecer a logística: a duração estimada do tratamento (que em casal costuma ser breve, cerca de 10 sessões), a frequência e o local dos encontros. Um ponto crítico é a política de cancelamentos.

Deve-se estabelecer claramente com quanto tempo de antecedência é necessário cancelar uma consulta sem custos (por exemplo, 48 horas).

Se essas regras não forem explícitas desde o início, situações como faltas de última hora podem resultar em conflitos sobre o pagamento, prejudicando a relação terapêutica e desviando o foco do tratamento.

A confidencialidade e os seus limites no sistema

A confidencialidade é a pedra angular da confiança, mas não é absoluta. É imperativo informar o casal sobre as exceções legais e éticas antes de começar.

Isso inclui situações de risco iminente para a vida de algum dos membros ou de terceiros (salvaguarda), obrigações legais como ordens judiciais que exijam os arquivos ou leis de notificação obrigatória em casos de abuso infantil.

Além disso, deve-se mencionar o processo de supervisão clínica, em que o terapeuta pode discutir o caso com um supervisor para garantir a qualidade do serviço.

No contexto da terapia familiar e sistémica, às vezes são utilizadas «equipas reflexivas» ou espelhos unidirecionais; se essas técnicas forem utilizadas, o casal deve ser informado e consentir que há uma equipa a trabalhar no seu caso, o que, longe de violar a privacidade, amplia os recursos de ajuda disponíveis.

Critérios de exclusão para o tratamento conjunto

Nem todos os casais são candidatos adequados para a terapia conjunta num determinado momento. Existem contraindicações claras.

Em primeiro lugar, a terapia de casal não cura doenças mentais graves; se um dos membros sofre de uma patologia psiquiátrica descompensada, deve receber tratamento individual prioritário ou paralelo.

Em segundo lugar, a vontade é inegociável; não se pode fazer terapia com uma cadeira vazia ou com alguém que se recusa categoricamente a estar lá.

Por último, se a queixa for exclusivamente uma disfunção sexual (como ejaculação precoce ou vaginismo) e a relação afetiva e comunicativa for, de resto, excelente, o encaminhamento correto é para uma terapia psicosexual específica, não para um aconselhamento de casal geral, uma vez que as ferramentas são diferentes.

Resumo

O contrato estabelece a base logística e ética por meio de regras claras sobre duração e frequência. Definir a política de cancelamentos evita conflitos administrativos que desviam desnecessariamente o foco do tratamento terapêutico.

A confidencialidade não é absoluta, existindo limites legais perante riscos iminentes ou abusos infantis detetados. Também deve ser informada a supervisão clínica e o uso obrigatório de equipas reflexivas externas.

Os critérios de exclusão incluem patologias psiquiátricas graves ou falta de vontade de frequentar a terapia. As disfunções sexuais puras requerem encaminhamento específico para tratamentos psicosexuais especializados, em vez de aconselhamento geral.


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