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Transcrição Definição e tipologia


A redefinição subjetiva da traição no casal

Na abordagem clínica da infidelidade, o primeiro passo não é assumir uma definição universal de traição, mas explorar o que significa especificamente a traição para essa dupla em particular.

A perceção da infidelidade é altamente subjetiva; o que para um casal é uma interação inofensiva, para outro constitui uma ruptura imperdoável dos limites.

O terapeuta deve investigar se o "contrato" de exclusividade abrange apenas o contacto genital ou se se estende à intimidade emocional, às conversas digitais ou mesmo ao olhar para terceiros.

Por exemplo, em alguns relacionamentos abertos, o sexo extraconjugal é permitido desde que seja comunicado, e a traição é definida como a ocultação do ato, não o ato em si.

Em contrapartida, outros casais podem sentir uma profunda traição simplesmente se um dos membros partilhar confidências íntimas ou almoçar com um colega sem mencionar isso.

É fundamental esclarecer esses limites e expectativas, pois muitas crises surgem porque um dos membros opera sob uma definição de fidelidade que o outro não compartilha ou não validou explicitamente.

Aventuras que impedem a intimidade (Categoria de Brown)

De acordo com a classificação de Brown, certas aventuras têm uma função paradoxal: regular a distância emocional.

Essas infidelidades ocorrem precisamente quando o relacionamento principal ameaça se tornar «muito» íntimo ou quando se está prestes a dar um passo em direção a um compromisso maior (como casar ou morar junto).

A aventura funciona como uma barreira de segurança que impede a fusão total. Nesses casos, a terceira pessoa serve como um objeto de triangulação.

O casal usa a infidelidade como uma razão tangível para brigar e manter uma distância "segura", evitando assim enfrentar medos profundos de vulnerabilidade ou compromisso.

Clinicamente, observa-se um padrão cíclico: quando o casal começa a se reconectar, surge o fantasma da traição passada ou uma nova indiscrição para sabotar a proximidade e voltar ao estado de distanciamento conhecido.

Aventuras que evitam o conflito direto

Outra categoria descreve as infidelidades que funcionam como um mecanismo para evitar a confrontação aberta de problemas.

Em vez de dizer «sinto-me ignorado» ou «já não me atrai», o indivíduo expressa a sua insatisfação através de uma aventura.

O objetivo inconsciente é provocar uma reação no parceiro sem ter que verbalizar diretamente a queixa ou a dor.

A mensagem subjacente costuma ser: «Olha para mim, estou aqui e sou desejável para os outros».

Essas pessoas geralmente têm dificuldade em lidar com o conflito de forma assertiva ou sentem que a comunicação no relacionamento é nula.

A infidelidade torna-se um grito desesperado p


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