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A Aliança Terapêutica no Sistema

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Transcrição A Aliança Terapêutica no Sistema


Construção do vínculo com a díade e o propósito compartilhado

Estabelecer uma aliança de trabalho sólida na terapia de casal apresenta um desafio geometricamente maior do que na intervenção individual.

Em vez de gerir uma única perspetiva, o profissional deve conectar-se emocionalmente com dois indivíduos que muitas vezes apresentam visões antagónicas da realidade, enquanto simultaneamente mantém a relação como «paciente» principal.

Para que o processo seja eficaz, é imperativo criar um ambiente de segurança psicológica onde ambos os membros sintam que podem ser vulneráveis e honestos.

A aliança não se trata apenas de cair nas graças dos clientes, mas de forjar um sentido comum de propósito.

Isso implica esclarecer desde o início que, embora cada um tenha as suas próprias necessidades, o objetivo das sessões é o bem-estar do sistema que eles formam.

Sem esse compromisso conjunto com o processo terapêutico, é difícil avançar além das queixas superficiais.

Gestão da neutralidade e da multipartidaridade

Um dos maiores riscos neste tipo de intervenção é a perceção de favoritismo.

Se um dos membros sentir que o terapeuta se aliou ao outro, a terapia geralmente fracassa.

A teoria sistémica oferece-nos uma ferramenta crucial aqui: a diluição da culpa através da visão circular, evitando apontar um «vilão» e uma «vítima». No entanto, neutralidade não significa passividade ou indiferença.

Escolas como a de Milão sugerem que o sucesso reside no facto de ninguém sentir que o terapeuta está exclusivamente do seu lado, mas sim do lado da relação.

Mais modernamente, fala-se de "multipartialidade", que consiste na capacidade do terapeuta de validar e empatizar com a perspectiva de cada parte de forma sequencial e equilibrada, garantindo que todas as vozes do sistema sejam ouvidas e compreendidas antes de buscar soluções.

Fatores inespecíficos da mudança terapêutica

Para além das técnicas concretas de cada modelo (como o cognitivo-comportamental ou o sistémico), existem elementos universais que predizem o sucesso da terapia.

Pesquisas demonstraram que profissionais sem formação específica, mas com certas qualidades humanas, podem alcançar resultados comparáveis aos dos especialistas clínicos. Estes são denominados «fatores inespecíficos».

Entre os mais relevantes para a terapia de casal estão: a qualidade da aliança terapêutica (a confiança no profissional); a oportunidade de catarse ou alívio emocional ao expressar o que está guardado; a aquisição e prática de novos comportamentos ou habilidades; a geração de expectativas positivas ou esperança de mudança; a influência positiva e o compromisso do terapeuta com o caso; e, crucialmente, o fornecimento de uma "razão" ou quadro lógico que explique por que os problemas ocorrem, permitindo que o casal deixe de ver o conflito como um caos incompreensível.

Resumo

Estabelecer alianças requer conectar-se com visões antagônicas enquanto se mantém a relação como paciente principal. A segurança psicológica permite que ambos os membros sejam vulneráveis e honestos em todas as sessões.

Gerir a neutralidade evita favoritismos que poderiam arruinar o processo terapêutico se alguém se sentisse isolado. A multipartidaridade valida cada perspetiva sequencialmente, garantindo que todas as vozes sejam finalmente ouvidas.

Certos fatores inespecíficos predizem o sucesso além da técnica empregada pelo profissional especializado. A aliança, a catarse e o fornecimento de estruturas lógicas explicam os problemas, trazendo esperança e compromisso.


a alianca terapeutica no sistema

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