Autonomia e Gestão de Riscos (15 a 18 anos)

Selecione o idioma :

Você deve permitir os cookies do Vimeo para poder visualizar o vídeo.
¡Desbloqueie o curso completo e certifica-se!

Você está assistindo ao conteúdo gratuito. Desbloqueie o curso completo para obter seu certificado, exames e material para download.

*Ao comprar o curso, nós lhe presenteamos com dois cursos à sua escolha*

*Veja a melhor oferta do site*

  Autonomia e Gestão de Riscos (15 a 18 anos)


Lidando com as relações afetivas e a pressão social

Na última fase que antecede a maturidade plena, o adolescente reivindica a sua total independência e começa a explorar as dinâmicas interpessoais de forma muito mais profunda e consistente.

É o momento em que os contactos físicos transcendem o platónico e se iniciam as experiências íntimas partilhadas.

A educação nesta fase já não pode basear-se na mera anatomia, mas deve centrar-se de forma incisiva na responsabilidade partilhada e no cuidado mútuo.

É imperativo fornecer ferramentas concretas e dados clínicos sobre a prevenção de doenças transmissíveis e a prevenção de gravidezes precoces, eliminando qualquer vestígio de julgamento moralizante.

Paralelamente, o indivíduo enfrenta a força titânica do ambiente. O desejo de se integrar pode levá-lo a participar em dinâmicas que violam a sua própria vontade.

Dotá-los da assertividade necessária para enfrentar a multidão e manter intactas as suas convicções éticas é a melhor proteção que lhes pode ser concedida contra comportamentos imprudentes impulsionados pelos seus pares.

A evolução do papel parental para a consultoria

Para acompanhar eficazmente este último processo, os tutores são obrigados a proceder a uma reestruturação completa da sua estratégia de educação.

O paradigma do cuidador onipresente que dita regras inamovíveis e supervisiona cada movimento perde toda a sua utilidade e, na verdade, torna-se contraproducente.

As barreiras da imposição geram invariavelmente a rebelião sistemática do adolescente.

A figura adulta deve evoluir organicamente para um papel de conselheiro especializado.

Isto implica conceder uma ampla margem de manobra, permitindo que o jovem assuma riscos calculados e enfrente as consequências das suas escolhas, agindo sempre a uma distância prudente.

A intervenção direta deve ser reservada exclusivamente para situações de perigo objetivo e iminente.

O objetivo primordial desta retirada tática é cimentar uma relação de respeito horizontal, em que o menor perceba o adulto não como um juiz punitivo, mas como uma fonte de sabedoria fiável a quem recorrer voluntariamente quando as adversidades do mundo exterior excedam as suas capacidades de gestão individual.

Resumo

A fase final do desenvolvimento exige abordar o início das relações íntimas a partir de uma perspetiva totalmente madura. Fornecer informação técnica sobre prevenção protege o adolescente contra possíveis gravidezes não planeadas e infeções graves recorrentes.

A influência do grupo de pares atinge o seu auge durante esta complexa etapa de maturação humana. Fortalecer o discernimento próprio é indispensável para que os jovens possam resistir às pressões do grupo e tomar decisões livres.

O modelo educativo deve, necessariamente, passar de uma vigilância estritamente protetora para um perfil puramente orientador. Manter canais de comunicação abertos garante que os jovens recorram à família em caso de problemas graves, em vez de optarem por os ocultar.


autonomia e gestao de riscos 15 a 18 anos

Há algum erro ou melhoria?

Onde está o erro?

Qual é o erro?