A Resolução e Reparação de Atritos

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  A Resolução e Reparação de Atritos


A análise da reação precipitada

A excelência na tutela não equivale à infalibilidade constante. Apesar de possuírem um vasto conhecimento teórico e as melhores intenções pedagógicas, os adultos estão sujeitos à fadiga, ao stress laboral e a explosões emocionais.

Neste contexto de vulnerabilidade humana, é altamente provável que, perante uma revelação impactante ou um comportamento desafiante do menor, o tutor emita uma resposta desproporcionada.

Um aumento abrupto do tom de voz, um gesto involuntário de repulsa ou uma frase carregada de sarcasmo são reações automáticas que quebram temporariamente o espaço de segurança previamente construído.

O primeiro imperativo após esta falha de comunicação é a autoobservação sem autoflagelação.

O educador deve analisar que mecanismo psicológico pessoal ativou essa resposta defensiva, separando a sua própria bagagem emocional da ação do jovem.

Negar o incidente ou justificar a perda de controlo argumentando que a criança provocou a situação com a sua insolência apenas agrava o dano infligido.

Reconhecer a própria imperfeição é o passo incontornável para travar a escalada do conflito e preparar o terreno para uma futura reparação afetiva.

A sinceridade é absolutamente vital neste ponto.

A restauração do vínculo através do pedido de desculpas (págs. 107-108)

A verdadeira mestria educativa demonstra-se na capacidade de lidar com os próprios erros.

Assim que a serenidade tiver regressado ao ambiente doméstico, o adulto tem a obrigação moral de se aproximar da criança para proceder a uma reparação explícita.

Este processo de pedido de desculpas não deve conter condições nem tentativas de manipulação da culpa.

Proferir frases em que o perdão é condicionado à atitude do outro invalida completamente o exercício de contrição.

A declaração deve ser clara, assumindo a responsabilidade total pela falta de educação, sem que isso signifique ceder à norma educativa que se pretendia estabelecer inicialmente.

Explicar que a forma de transmitir a mensagem foi incorreta, embora o limite imposto continue a ser válido, proporciona uma lição magistral sobre a integridade pessoal.

Este ato de vulnerabilidade adulta não diminui a autoridade da figura de referência; pelo contrário, engrandece-a exponencialmente.

Ao observar o seu protetor a assumir os seus erros com dignidade e a comprometer-se a melhorar, o jovem interioriza que o erro é uma parte intrínseca da aprendizagem humana, deixando de ter medo de confessa


a resolucao e reparacao de atritos

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