Transcrição O uso intencional de gestos para dar ênfase
Reforçar a mensagem: o gesto como pontuação
Os gestos intencionais funcionam como pontuação visual do nosso discurso, ajudando a reforçar, esclarecer e enfatizar os pontos-chave da nossa mensagem verbal.
Quando falamos, os nossos movimentos das mãos podem captar e direcionar a atenção do público, fazendo com que as ideias importantes ressoem com mais força.
Um gesto bem executado no momento certo pode sublinhar uma afirmação, ilustrar um conceito ou sinalizar uma transição, de forma semelhante à forma como uma vírgula ou um ponto final estruturam uma frase escrita.
Os líderes que usam as mãos de forma deliberada e controlada não só parecem mais seguros e autoritários, como também tornam a sua comunicação mais impactante e memorável.
Evitar a imobilidade total ou movimentos aleatórios e, em vez disso, empregar gestos com propósito é crucial para garantir que a mensagem não verbal apoie e amplifique a verbal.
Gestos de contagem (contagem com os dedos): Sincronia verbal-não verbal
Um exemplo prático de gesto intencional para dar ênfase é o uso dos dedos para enumerar pontos (contagem com os dedos).
Ao apresentar uma série de ideias, passos ou argumentos (por exemplo, «Temos três objetivos principais: primeiro... segundo... terceiro...»), acompanhar cada ponto com o gesto correspondente de contar com os dedos cria uma sincronia clara entre a comunicação verbal e a não verbal.
Esta técnica não só ajuda a estruturar visualmente a informação para o público, facilitando o seu acompanhamento e compreensão, como também demonstra organização e clareza de pensamento por parte do orador.
Ao alinhar a palavra e o gesto desta forma tão concreta, reforça-se a mensagem, aumenta-se a retenção por parte dos ouvintes e projeta-se uma imagem de controlo e metodologia , o que é coerente com os princípios de usar gestos para reforçar a autoridade e o impacto da mensagem.
Evite gestos «fracos» ou inconsistentes
Assim como os gestos intencionais potencializam a mensagem, os gestos que carecem de firmeza, propósito ou coerência podem enfraquecê-la significativamente.
Movimentos fracos, vacilantes ou "fracos" (que poderiam ser descritos como pouco definidos ou lânguidos) projetam incerteza, falta de convicção ou nervosismo.
Da mesma forma, gestos inconsistentes, que não têm relação com as palavras que estão a ser ditas ou que parecem aleatórios, podem distrair o público e criar uma impressão de desorganização ou falta de preparação.
É fundamental que os gestos sejam coerentes com a mensagem geral e sejam executados com clareza e controlo.
Evitar a rigidez total, mas também o excesso de movimentos sem propósito, permite manter uma presença firme e segura, garantindo que os gestos contribuam positivamente para a perceção de confiança e autoridade do líder.
Resumo
Os gestos intencionais funcionam como a pontuação visual do discurso, reforçando e esclarecendo pontos-chave. Eles ajudam a direcionar a atenção e tornam a comunicação mais impactante e memorável.
Usar os dedos para enumerar pontos (finger counting) é um exemplo de sincronia verbal-não verbal. Esta técnica estrutura a informação visualmente, facilitando a compreensão e projetando organização.
Gestos fracos ou «frágeis» devem ser evitados, pois projetam incerteza e falta de convicção. Movimentos inconsistentes ou aleatórios distraem o público e enfraquecem a mensagem.
o uso intencional de gestos para dar enfase