Transcrição Incoerência e a sombra da decepção
A carga cognitiva e as «fugas» de comportamento
Embora se acredite popularmente que existem sinais não verbais específicos para detectar mentiras, não existe um único gesto que prove o engano.
No entanto, o ato de enganar muitas vezes impõe uma carga cognitiva adicional ao cérebro.
Essa carga pode levar a "fugas" comportamentais sutis, pois a pessoa se concentra em controlar suas palavras e pode descuidar do controle total de sua linguagem corporal.
Esses desvios são frequentemente desvios do seu comportamento normal (linha de base) e podem se manifestar de várias maneiras.
Sinais de evasão: toques faciais, postura retraída
Alguns possíveis indicadores não verbais que podem estar associados à evasão ou ao desconforto causado pela mentira (embora devam ser interpretados com extrema cautela e sempre no contexto) incluem: tocar o rosto ou cobrir a boca, gestos que às vezes são interpretados como tentativas inconscientes de suprimir ou filtrar a verdade; uma postura retraída ou encolhida, como se a pessoa estivesse a tentar reduzir a sua presença física; e uma incongruência notável entre a mensagem verbal e a não verbal, como dizer «Estou emocionado» com um tom monótono e uma expressão facial inexpressiva.
Liderança: Reaja com curiosidade, não com confrontação
Quando um líder suspeita de uma possível evasão ou incongruência, a melhor estratégia não é a confrontação direta.
Em vez de acusar, uma abordagem mais produtiva é criar um espaço seguro onde a verdade possa emergir.
Fazer uma pergunta aberta e neutra como "Pode explicar-me o seu raciocínio novamente?" dá à pessoa a oportunidade de esclarecer, reconsiderar ou alinhar a sua mensagem sem se sentir atacada.
A reação do líder deve ser de curiosidade empática, procurando entender melhor a s
incoerencia e a sombra da decepcao