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Terapia de casal online: como funciona e quando optar por ela - formacao terapia casal
A terapia para casais através de meios digitais é um processo de acompanhamento emocional e psicológico no qual profissionais especializados trabalham com duas pessoas que mantêm uma relação afetiva. Em vez de se encontrarem num consultório físico, as sessões são realizadas por videochamadas, chamadas telefónicas ou mensagens seguras. O objetivo continua o mesmo: melhorar a comunicação, resolver conflitos, recuperar a confiança ou tomar decisões conscientes sobre a relação.
O formato online não altera as bases terapêuticas: parte-se da escuta ativa, da intervenção técnica e da construção de objetivos partilhados. O que varia é a logística e algumas dinâmicas, por exemplo, a gestão do espaço privado, a pontualidade digital e a forma de trabalhar exercícios práticos entre sessões.
As videoconferências são a opção mais comum porque permitem ver gestos, expressões e linguagem corporal, elementos importantes na terapia de casal. Plataformas seguras, com opção de sala privada e encriptada, são as recomendadas. Antes de escolher, convém verificar a estabilidade da ligação e a política de privacidade do fornecedor.
Alguns profissionais utilizam chamadas de voz quando o vídeo não é viável. Existem também modelos que combinam sessões por videochamada com apoio por mensagens entre encontros para acompanhamento de tarefas e esclarecimentos pontuais. É importante acordar limites de disponibilidade e o tipo de comunicações permitidas fora da sessão.
Existem plataformas concebidas para terapia que integram agenda, pagamentos e notas confidenciais. Além disso, recursos como exercícios escritos, fichas de trabalho e vídeos podem ser partilhados por correio seguro ou dentro da plataforma. É fundamental escolher ferramentas que respeitem a confidencialidade e sejam fáceis de usar para ambos os membros do casal.
A modalidade à distância oferece vantagens práticas que facilitam o acesso ao apoio profissional: economia de tempo e deslocamentos, maior flexibilidade de horários e a possibilidade de escolher um terapeuta sem limitações geográficas. Para casais que vivem em áreas rurais ou com agendas complicadas, isso pode fazer a diferença.
Além disso, por estarem no seu próprio ambiente, algumas pessoas sentem-se mais relaxadas e dispostas a falar com sinceridade. A continuidade também tende a melhorar, pois é menos provável que surjam obstáculos logísticos para assistir às sessões.
Se esses sinais aparecerem, procurar ajuda logo no início pode evitar que os problemas se tornem crónicos e gerem ressentimento profundo. A intervenção profissional oferece espaços seguros para explorar padrões e testar mudanças.
Preparar-se cria confiança e reduz a ansiedade inicial. Antes da primeira sessão, é aconselhável combinar com o seu parceiro um espaço tranquilo e privado, testar a ligação à Internet e ter auscultadores para manter a privacidade. Também é útil pensar em alguns temas que cada um gostaria de abordar e, se desejar, preparar breves notas para não se esquecer de pontos importantes.
Na primeira sessão, o terapeuta geralmente explica o quadro ético, a confidencialidade, a frequência recomendada dos encontros e os objetivos terapêuticos. Manter uma atitude aberta e realista ajuda a tirar proveito desde o início: a terapia é um processo colaborativo que requer compromisso entre as sessões.
Nem sempre a modalidade online é a mais adequada. Em situações de violência doméstica grave ou quando existem riscos físicos, a atenção presencial e os recursos de proteção locais são prioritários. Também pode ser preferível o encontro físico se houver dificuldades técnicas recorrentes, problemas que exijam uma ampla intervenção familiar ou quando algum dos membros se sentir muito desconfortável com o formato digital.
Além disso, alguns terapeutas consideram que certos processos profundos podem beneficiar do contacto presencial, pelo que é válido consultar opções mistas ou encaminhamentos, dependendo da evolução do caso.